quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

A MIRAGEM

Ao mesmo tempo tão longe dos olhos
Mas muito perto do coração
Distante perdida no tempo
Vem ao encontro do pensamento e a caminho do coração
Perdida nas areias do deserto
Entrelaçados entre os grãos  de areia
O alívio da alma a água da fonte
Um verdadeiro oásis em forma de flor
O despertar dos sonhos uma Deusa na terra
Aquilo que nos faz perder a direção
Em busca do imaginário
Um verdadeiro sopro de vida para quem sobre o seu deserto caminha
O melhor dos guerreiros cai aos teus pés, paga tributo a toda sua beleza, o azul dos teus olhos, o brilho do seu olhar
Azul ou Verde nada ofusca o brilho de teu olhar
O escudo do coração
O espelho da alma o sopro da vida
A água que mata minha sede
A música dos meus ouvidos
Quando tempo andando pelo Deserto vagando pelas suas escaldantes areias
Vagando e vagando na esperança  de te encontrar
Pouco me importa os raios do céu que queimam minha pele
Pouco me importa o calor que tanto me faz transpirar
Mantenho me vivo na esperança de te encontrar
De tuas águas poder matar minha sede
De em tua sombra  poder me abrigar 
E nela poder descansar muito mais que uma simples esperança
Muito mais que sua beleza que nela se esconde
Muito mais que o final da jornada de um caminho por tempo percorrido
Não importa o quanto forte eu tenho sido
Não importa o quanto longo este caminho pode ter sido
Ou longo ele tenha sido
Não importa o quanto sofrido tenho sido
O quando trabalhoso foi
Percorria todo ele quantas vezes fosse necessário
Rasgaria os sete véus
Moveria da terra toda sua areia e pularia no abismo
Medo de olhar para traz
Pois teria sua imagem presa em meu pensamento morreria e  nasceria novamente
Vagaria pelo tempo, tudo em mim se apagaria meus olhos, minha boca, meu cabelo, meu legado, minha história
Só não apagaria em minha memória o desejo de que em mil vidas eu tivesse o desejo minha miragem de te reencontrar